O delegado Luiz Henrique Damasceno, da Delegacia Fazendária (Defaz), afirmou que existem provas documentais e testemunhais de que R$ 1,1 milhão “adquiridos” em materiais pela Secretaria de Estado de Educação para escolas indígenas, em 2014, nunca foram entregues.
O caso é investigado na Operação Fake Delivery, deflagrada nesta segunda-feira (19) pela Delegacia Fazendária (Defaz).
A ação cumpriu um mandado de prisão preventiva contra o ex-secretário adjunto de Administração Sistêmica, Francisvaldo Pereira de Assunção. Além de um mandado de busca e apreensão na casa da ex-secretária da Pasta, deputada federal Rosa Neide (PT).
O delegado explicou que no total a aquisição dos materiais custou cerca de R$ 2 milhões. Desses, R$ 880 mil foram entregues e estocados na Seduc.
O restante, R$ 1,1 milhão, conforme o delegado, “ninguém sabe dizer onde foi parar”.
“Ocorre que o Franscisvaldo assinou 28 notas atestando a chegada dos R$ 2 milhões de materiais na secretaria, mas R$ 1,1 milhão não foi entregue, não foi levado ao estoque da Seduc. Isso tudo com prova documental e testemunhal”, disse.
Conforme o delegado, a gerente responsável pelo departamento do estoque da Seduc apresentou toda a documentação de que o material não foi entregue.
“A gente foi buscar outras documentações que demostraram o recebimento ali pelo Francisvaldo de 28 notas, justamente aí, que impediram que a população indígena tivesse acesso a materiais que viabilizariam a educação”, afirmou.
De acordo com o delegado, a aquisição dos materiais foi de "última hora, às pressas, no final do Governo".
Ele relatou que na época, o coordenador responsável pelas escolas indígenas, que inclusive era um índio, não foi consultado para saber se era necessária essa quantidade de materiais e como seria feita a distribuição.
“Tanto que dos R$ 880 mil que foram entregues, boa parte chegou a ter data de validade vencida por ausência de logística para entregar”, disse.
O delegado enfatizou que não poderia detalhar muito a operação, já que é apenas uma fase que pode ou não evoluir em razão do que foi arrecadado durante os cumprimentos dos mandados.
"A única coisa que a gente tem certeza agora é que foram desviado R$1,1 milhão de materiais. Para onde foi esse dinheiro, só o Franscilvado pode dizer", pontuou.
Fonte: Redação