03 de Setembro de 2026
FELIZ NATAL
Publicado em: 01/10/2019 às 10:00

Vítima de câncer de mama alerta para importância de exames de rotina

A maioria das mulheres só procura ajuda quando percebe o nódulo pelo toque e pode ser tarde demais.
Redação

Outubro é o mês da conscientização do câncer de mama. Apesar de o Brasil aderir ao movimento "Outubro Rosa" há mais de 15 anos, é sempre preciso conscientizar. Conforme a pesquisa do IBOPE Inteligência com a farmacêutica Pfizer, cerca de 77% das mulheres confiam apenas no autoexame, enquanto os exames preventivos identificam o câncer ainda no estágio inicial.

 

A vida da enfermeira Jucelma Bomdespacho, 45, mudou totalmente quando ela descobriu um câncer de mama em um exame de rotina, em 2016. O nódulo só foi detectado pelo exame, pois ainda não era palpável pelo toque. Por causa de estar sempre atenta à saúde e com os exames de rotina em dia, ela descobriu a doença no estágio inicial e teve um tratamento com sucesso.

 

Porém, Jucelma é um exceção, conforme mostrou a  pesquisa da Pfizer “Câncer de mama hoje: como o Brasil enxerga a paciente e a sua doença?”. A maioria das mulheres só procura ajuda quando percebe o nódulo pelo toque e pode ser tarde demais.

 

jucelma  

Além de trabalhar na área da saúde, a experiência com o câncer aumentou a percepção de Jucelma sobre os exames preventivos de rotina. Ela alerta para a importância do autoexame, mas principalmente, reforça comparecer anualmente ao ginecologista e realizar os exames de rotina, como a mamografia e ultrassom. Na maioria dos casos, o tumor palpável já está em estágio avançado.

 

“Se eu esperasse sentir o nódulo através da palpação, provavelmente quando eu descobrisse já estaria bem avançado, porque era um nódulo bem profundo e minha mama é grande”, alerta. “Além do toque, é essencial que se faça esse acompanhamento. Que a mulher se cuide, vá ao ginecologista, fazer uma mamografia, ultrassom pra ver se de fato tá tudo bem”.

 

Outro fator que Jucelma chama atenção é para o diagnóstico cada vez mais cedo nas mulheres. Muitas jovens acabam negligenciando os exames. No Brasil, em mulheres com menos de 35 anos, a incidência hoje está entre 4% e 5% dos casos, faixa etária em que historicamente apenas 2% dos casos eram observados.

 

“Infelizmente, está aumentando o número de casos de mulheres que são diagnosticas mais precocemente. Eu recebi meu diagnóstico positivo praticamente na mesma época com uma colega de trabalho, que tinha 37 anos”.

 

O impacto do diagnóstico não é fácil de lidar, mas trouxe outras perspectivas positivas para a vida de Jucelma, segundo ela conta.

 

“Comecei a rever a minha vida depois do diagnóstico. Hoje eu sigo outra perspectiva de vida, ligada com aquilo que eu gosto de fazer. Eu mudei, o diagnóstico me trouxe algo muito bom como resultado. Sai do automático, daquela vida que você nem sabe pra onde está caminhando”, relata.

 

A enfermeira afirma que depois do susto veio a força. “De momento você perde o chão, mas foi uma tarde de preocupações, mas depois eu encarei e resolvi que ia fazer o que fosse preciso e assim foi”, relembra. Ela ainda afirma que o tratamento foi tranquilo. “Recebi o diagnóstico no final de março, 15 de abril fiz a cirurgia e 15 de maio eu iniciei a quimioterapia. Então passei por todos os processos”.

Fonte: Redação
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