O movimento Direita Mato Grosso está preparando nova manifestação em apoio ao presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) e ao ministro da Justiça Sérgio Moro. O ato político será realizado em Cuiabá, no domingo, 30 de junho, a partir das 15h, junto ao Monumento Ulysses Guimarães, em frente ao Pantanal Shopping.
Ocorre que Moro está na defensiva desde que o site The Intercept começou a publicar supostas conversas com o procurador da República Deltan Dallangnol e outros integrantes da Força Tarefa do Ministério Público Federal (MPF), no período em que era juiz federal em Curitiba, que colocam em xeque a isenção da Operação Lava Jato em relação ao ex-presidente Lula. O ministro da Justiça nega qualquer irregularidade.
Em relação ao presidente Bolsonaro, os manifestantes devem defender o decreto que flexibiliza o porte de armas, derrubado pelo Senado na noite dessa terça (18), pelo placar de 45 a 28. Da bancada de Mato Grosso, somente Selma Arruda (PSL) votou com a base governista enquanto Jayme Campos (DEM) e Wellington Fagundes (PR) se posicionaram contra.
Entre as pautas da manifestação também está o apoio a reforma da previdência proposta pelo ministro da Economia Paulo Guedes. Isso porque foram retirados do texto enviado para Câmara dos Deputados os estados e municípios, além dos pontos relativos à previdência rural, ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), à desconstituicionalização e à criação de um regime de capitalização do benefício - uma espécie de poupança que o trabalhador faz para garantir a aposentadoria no futuro.
Os manifestantes também protestar contra a ideologia de gênero. Para isso, estão programando um minuto de silêncio em memória do menino Rhuan Maycon, de 9 anos, que teve seu órgão genital decepado e foi esquartejado pela própria mãe e sua parceira, em Samambaia, no Distrito Federal.
Em 20 de maio, apoiadores de Bolsonaro foram às ruas em todo país em apoio ao Governo Federal. Em Mato Grosso, foram registradas manifestações em Cuiabá e 14 municípios em respostas aos protestos da comunidade acadêmica e da oposição contra os cortes na educação.
Fonte: Redação