Após o disparo no rosto, o corpo de Isabele Guimarães Ramos, 14, não foi movimentado na cena do crime, aponta laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) que a imprensa teve acesso. Além disso, a perícia detalha que a adolescente, após o impacto do tiro, “abaixou” e caiu para trás.
O laudo detalha as condições em que Isabele, já em óbito, foi encontrada pelos peritos, além de como o corpo caiu após o disparo, que entrou pela narina esquerda e saiu pela nuca.
Segundo descrição, manchas de sangue no dedão e joelho da adolescente demonstram que ela provavelmente “abaixou” os joelhos e caiu para trás, após o impacto do projétil em seu rosto.
“A posição que melhor se ajusta, tanto à posição específica assumida pelo corpo após a queda quanto ao sentido da produção de manchas de sangue, é aquela com a vítima sobre os pés e com a face voltada para a parte posterior do banheiro (parede lateral esquerda) na área de abertura da porta. Nesse sentido a queda do cadáver deu-se composta por dois lances de movimento: abaixamento; e, em seguida, tombo para o dorso”, detalha.
Após cair, com a cabeça dentro do box e próximo da banheira, os peritos analisaram a disposição do sangue.
Conforme a análise, por conta da concentração de sangue embaixo da cabeça de Isabele, próximo da lesão provocada pela saída do projétil, entende-se que o corpo não foi movido. O projétil também foi encontrado ali.
“Concentração de manchas de sangue na parte interna do box em contraste com a região de vazio na parte externa. Pelo quadro indicado deflui-se que não houve movimentação do cadáver”, narra trecho da perícia.
No box, onde estava a cabeça da adolescente, havia maior concentração de sangue coagulado. Além disso, manchas de sangue por expectoração ao lado da cabeça, gotas na blusa, batente da banheira, face externa da porta, piso e pé direito da vítima foram observados.
Em seu depoimento, a mãe de Isabele, Patrícia Hellen Ramos, narra que viu “parte encefálica” ao lado do corpo, no entanto, trata-se de sangue coagulado.