Um jovem identificado como Jhon Lennon da Silva, de 21 anos, foi preso pela Polícia Militar na noite de terça-feira (1°) suspeito de matar o jornalista Marcelo Ferraz Leite, de 38 anos, com pedradas na cabeça, no último final de semana, em Cuiabá.
Segundo boletim de ocorrência, o suspeito confessou a outras pessoas que havia cometido o homicídio porque Marcelo o procurou e consumiu uma porção de pasta-base de cocaína e não tinha o dinheiro para pagar. Segundo ele, o valor da droga era R$ 3.
Marcelo havia sido dado como desaparecido por familiares no sábado (28). A reportagem apurou que ele teria informado à mãe que iria se encontrar com amigos na Praça da Mandioca, região de bares no Centro Histórico da Capital.
O corpo dele foi encontrado na segunda-feira (30), nas proximidades da Avenida Historiador Rubens de Mendonça (do CPA), aos fundos de uma loja da rede McDonald's.
Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, a PM recebeu uma denúncia de que uma pessoa havia ido até uma boca de fumo pedir drogas, afirmando que precisava, pois "havia acabado de matar uma pessoa".
“Este relatou que a vítima [Marcelo] teria pedido uma porção de pasta-base de cocaína, que custava R$ 3. E esta pessoa, após consumir a droga, não tinha o dinheiro para pagar. Neste momento, o suspeito desferiu pedradas na cabeça da vítima”, diz trecho do boletim.
Foram feitas buscas na região e, após a informação de que o suspeito costumava ficar no Bairro Baú, os policiais conseguiram encontrá-lo e o prenderam.
Ele foi encaminhado para a Central de Flagrantes da Capital, onde foi autuado por homicídio doloso.
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Marcelo Ferraz Leite escrevia artigos em diversos sites de Mato Grosso
A Polícia Civil ainda deve ouvi-lo nesta quarta-feira (02).
Perfil
Marcelo Ferraz Leite escrevia artigos em diversos sites de Mato Grosso e já trabalhou como repórter no jornal Diário de Cuiabá, Folha do Estado e na TV Centro América.
Além de jornalista e advogado, Ferraz também era escritor. Em 2017, ele ganhou o Prêmio Mato Grosso de Literatura com o livro "O Assassinato na Casa Barão".
Nos últimos tempos, conforme apurou a reportagem, ele passava por problemas psicológicos.
Primo do jornalista, o ex-deputado estadual Maksuês Leite, confirmou a morte. "Era uma pessoa muito querida. Incapaz de fazer mal a uma mosca", afirmou.
Fonte: Redação