A secretaria de Trânsito de Sinop inicia esta semana a operação dos primeiros dispositivos de monitoramento eletrônico do trânsito. Os popularmente chamados “radares” serão ligados e começarão a registrar as infrações de trânsito.
Durante um período de 30 dias, esses aparelhos vão funcionar em modo “educativo”. Avanços de faixa ou de sinal vermelho, bem como ultrapassar o limite de velocidade – que normalmente gerariam multa – serão convertidos em uma notificação educativa. Os condutores que forem flagrados nesse período receberão notificação de aviso com a frase "CAMPANHA EDUCATIVA".
A prefeitura ainda não conclui a instalação dos 107 dispositivos de monitoramento do trânsito que integram o pacote contratado junto a Serget Mobilidade Viária. Apenas 6 pontos da cidade receberam os radares. A “fase pedagógica” só acontecerá nesse momento, com os primeiros equipamentos instalados. À medida que os novos aparelhos forem sendo instalados, as multas serão “reais”.
Os pontos eletronicamente monitorados até agora são:
- Av. dos Ingás junto à rua dos Cajueiros;
- Av. Dom Henrique Froehlich (Saudade), entre o Cemitério e a capela municipal;
- Av. André Maggi. entre Nsa. Sra. Aparecida e Nações;
-Av. Itaúbas, entre Av. Flamboyants e Jatobás.
- Semáforos da Júlio Campos com Sibipirunas e Júlio Campos com Jacarandás.
JUSTIFICATIVA
A prefeita de Sinop, Rosana Martinelli, tem utilizado os números de acidentes e óbitos provocados pelo trânsito para justificar a instalação dos equipamentos de monitoramento.
Conforme dados da secretaria de Trânsito, no primeiro semestre deste ano, mais de 1,1 mil acidentes foram registrados no município; 21 pessoas morreram em ocorrências tanto nas vias municipais (como ruas e avenidas) quanto nas rodovias dentro dos limites da cidade.
No ano passado, 2018, Sinop registrou uma estatística de 54,81 óbitos para cada 100 mil habitantes – maior índice desde 2010, quando começou a mensuração.
Em 2018, foram registrados 2.195 acidentes de trânsito. O número de mortes no trânsito em Sinop cresceu 25,4% entre os anos de 2017 e 2018, passando de 59 para 74.
Fonte: GCnoticias