28 de Maio de 2026
FELIZ NATAL
Publicado em: 31/07/2020 às 14:02

Médico diz que verdade sobre morte de Isabele 'virá à tona'

A família também denúncia que o local do crime não foi preservado, o que pode ter afetado a coleta de provas.
gazeta digital

A verdade vai vir à tona”, disse o médico neurocirurgião Wilson Guimarães Novais, que prestou depoimento na manhã desta sexta-feira, na Delegacia de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), como testemunha no inquérito que investiga a morte de Isabele Guimarães Ramos, 14 anos. Ela foi baleada no rosto dentro da casa de uma amiga, no condomínio Alphaville, em Cuiabá.

 

Conforme o médico, a mãe de Isabele, a empresária Patrícia Guimarães, foi quem o chamou para ir até o local logo após encontrar a filha ferida. “Eu vim como testemunha, não moro no condomínio. Cheguei lá logo após o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu)”.

 

Ele narrou ainda que a situação no local era desesperadora, mas não deu muitos detalhes para não prejudicar a investigação. Mas, afirmou que tem muita coisa sendo apurada. “A verdade precisa aparecer”, finalizou, deixando a delegacia em seguida.

 

Servidores do Samu também foram ouvidos

Na quinta-feira (30), 3 enfermeiros e um médico que atuam no Samu foram ouvidos pelo delegado responsável pelo caso, Wagner Bassi. Eles estavam de plantão no dia 12 de julho e atenderam a ocorrência na casa em que Isabele foi baleada. Desde o começo da investigação, há diversos relatos de que a casa estava 'cheia' de pessoas antes mesmo da chegada da equipe médica.

 

O depoimento do neuro amigo da família, Wagner Novis, vai de encontro com o o relato dos servidores de plantão. Wagner disse que chegou logo após o Samu. Já a equipe médica relatou que a movimentação na casa seguida do socorro. 

 

O caso

Isabele morreu quando estava na casa de uma amiga, no condomínio Alphaville, em Cuiabá. A menor, que também tem 14 anos, alegou que ocorreu um disparou acidental, durante a queda do case onde estavam duas armas. Toda a família pratica tiro esportivo.

 

Apesar da afirmação da adolescente, os primeiros laudos mostram que o tiro que matou Isabele foi realizado em linha reta e de curta distância, isto é, de até 50 centímetros do rosto da adolescente. A família também denúncia que o local do crime não foi preservado, o que pode ter afetado a coleta de provas. 

Fonte: gazeta digital
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