Tribunal de Justiça determina que Patrícia Helen Guimarães Ramos, mãe da adolescente Isabele Guimarães Ramos, 14, assassinada com um tiro no rosto na noite de 12 de julho, passe a atuar como assistente de acusação no procedimento que apura o ato infracional análogo ao homicídio doloso contra a filha, cometido pela amiga adolescente de 15 anos.
Decisão do desembargador Juvenal Pereira da Silva, da 3ª Câmara Criminal, é de 5 de outubro. O pedido foi negado inicialmente pela magistrada Cristiane Padim, da 2ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá, responsável pela apuração do ato praticado pela garota, que era vizinha e amiga da vítima.
A partir da decisão, a mãe, por meio de seu representante legal, terá acesso e atuará no processo que segue em sigilo de Justiça. A primeira decisão em relação ao homicídio e desdobramentos ocorreu na sexta-feira (10), quando o juiz Aristeu Dias Batista Vilella, do Juizado Especial Criminal Unificado de Cuiabá, homologou proposta de transação penal do pagamento de R$ 40 mil ao médico veterinário Glauco Fernando Mesquita Corrêa da Costa, a ser revertido para uma instituição cadastrada no juizado. Ele foi autuado por ter permitido o filho de 16 anos transportar duas armas de fogo de sua residência até a casa onde ocorreu o crime. Uma delas, usada para matar a vítima.
Além da autora do disparo, os pais dela, Marcelo Martins Cestari, 46, e Gaby Soares de Oliveira Cestari, respondem pelos crimes de homicídio culposo, posse ilegal de arma de fogo de uso permitido, fraude processual e entrega de arma de fogo aos filhos adolescentes.
Familiares e amigos de Isabele realizaram homenagem e carreata com cerca de 70 veículos na noite de segunda-feira, pedindo justiça, 90 dias após o crime.
Fonte: Gazeta Digital