"O que eu vou fazer sem minha filha?". Essa teria sido a indagação de Patrícia Guimarães Ramos, mãe da adolescente Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, morta com um tiro no rosto dentro do condomínio Alphaville, em Cuiabá, no dia 12 de julho.
O desespero da mãe aconteceu assim que ela chegou na casa de Marcelo Cestari. A declaração é do médico cirurgião vascular, Manoel Garibaldi Cavalcanti Mello Filho, que esteve na cena do fato no dia da tragédia.
Ele estava em sua casa quando foi procurado por duas adolescentes o chamando para ir até a casa de Marcelo, pois elas precisavam de ajuda. "Tio, tio. Nos acuda! Socorro", em seguida elas contaram: "Foi um tiro lá em casa", relatou o médico ao delegado Wagner Bassi Júnior, titular da Delegacia Especializada do Adolescente (DEA).
O médico ainda contou que conhece Marcelo há três anos, pois ambos serviam a mesma loja maçônica, em Cuiabá. E que se encontrava com ele apenas em eventos esporádicos e em confraternizações.
Manoel Garibaldi relatou ao delegado que assim que entrou na casa logo foi ao andar superior, onde estava o corpo de Isabele. Ele viu Marcelo fazendo massagem cardíaca e falando com o Samu por telefone.
Depois disso o empresário se afastou e o médico conferiu o pulso e percebeu que a menina já estava morta. Após verificar que não havia mais fazer naquele local, ele desceu para a sala. Marcelo também desceu e contou que a arma não era dele, mas não falou de quem era.
Nesse momento Patrícia chega ao local e Marcelo informa que Isabele estava morta. Nisso a mulher gritou: "O que eu vou fazer sem minha filha?". Marcelo pedia calma e falou ao médico Manoel Garibaldi fizesse o atendimento da mãe da vítima.
Manoel contou ao delegado que não fez isso, por que achava melhor a equipe do Samu fazer isso.
O médico tambem revelou que não viu Patrícia perto de Marcelo durante a massagem cardíaca. "A massagem cardíaca aconteceu até o declarante chegar e que ele não viu a mãe de Isabele presente", relatou Garibaldi ao delegado.
Posterior a isso o médico disse que voltou para casa a pé e não mais presenciou outras coisas do local. O depoimento dele aconteceu no dia 21 de julho na sede da DEA.
O assassinato de Isabele continua sob investigação. A família espera saber o motivo do crime. Até então, a principal hipótese é de tiro acidental, sendo o disparo feito pela amiga de Isabele, filha de Marcelo, que é atiradora e estava indo guardar uma arma.
Segundo ela, a pistola caiu de um case e ao tentar colocalá-la novamente na caixa, houve o disparo.
O tiro acertou o nariz da vítima e saiu na nuca. Em linha reta. Váriaos depoimentos já foram colhidos e o delegado deve encerrar o inquérito assim que os laudos ficarem prontos. Tanto o de necropsia, quanto o de balística e local de crime.